Terroristas islamistas a 18 de Junho mataram 17 pessoas na aldeia de Ilala, no distrito de Macomia, na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, de acordo com um relatório publicado na terça-feira na publicação independente “Carta de Mocambique”.

As vítimas foram pessoas que tinham fugido do ataque contra a vila de Macomia em 28 de Maio. Segundo fontes do jornal, os bandidos foram de porta em porta, perguntando de Macomia quem tinha acabado de chegar à aldeia. Qualquer pessoa que admitisse ser da cidade de Macomia era abatida a tiro. Esta atrocidade, mais o rapto de duas raparigas, persuadiu a maioria dos habitantes de Ilala a fugir para o mato.

Uma fonte local disse à “Carta de Mocambique” que, com o ataque a Ilala, todas as aldeias do posto administrativo de Quiterajo foram agora praticamente abandonadas.

No sábado, os terroristas mataram três pessoas num ataque contra a aldeia de Simbolongo, no posto administrativo de Mucojo, também no distrito de Macomia. Após o ataque, os aldeões começaram a fugir de Simbolongo, em direcção à sede do posto administrativo de Mucojo.

No distrito vizinho de Mocimboa da Praia, as forças de defesa e segurança trocaram fogo com bandidos islamistas na cidade de Mocimboa, na noite de quinta-feira. As fontes do jornal disseram que o tiroteio começou por volta das 19.00 e continuou até às 04.00 da manhã seguinte. Isto ocorreu uma semana após uma grande investida terrorista contra a cidade de Mocimboa da Praia, a 27 de Junho.

Os novos tiros provocaram um novo êxodo de pessoas, dirigindo-se ao distrito de Mueda, considerado como o local mais seguro do norte de Cabo Delgado, uma vez que é onde se encontra o principal quartel militar.

Também na cidade de Mocimboa, na semana passada, 40 corpos de pessoas assassinadas no ataque terrorista de 27 de Junho foram enterrados. Este não é o número total de mortos: testemunhas oculares disseram que alguns corpos não puderam ser recuperados porque as pessoas tinham sido queimadas vivas nas suas casas. As fontes do jornal situam o número de mortos civis em cerca de 100.